Um mapa para pensar, ouvir e tocar.
O ciclo conecta tonalidades por uma relação simples: uma quinta em um sentido, uma quarta no outro. Este guia transforma esse mapa em decisões musicais no instrumento.
Você vai entender a organização das notas, reconhecer os acidentes de cada tonalidade e transpor progressões sem depender de desenhos decorados. Depois, levará essas relações ao braço da guitarra.
Tenha a guitarra por perto. Leia uma ideia, observe o círculo e experimente na sua guitarra. A ferramenta é visual e não reproduz sons.
As letras representam notas: C = dó, D = ré, E = mi, F = fá, G = sol, A = lá e B = si. O símbolo # sobe um semitom; b desce um semitom.
Próximo: O ciclo das 4as e 5asO mesmo círculo. Duas maneiras de caminhar.
No sentido das quintas, partimos de C e avançamos sete semitons: C → G → D → A → E → B → F#. No sentido das quartas, avançamos cinco semitons: C → F → Bb → Eb → Ab → Db → Gb.
Depois de doze passos, voltamos à mesma classe de altura. Para fechar o círculo sem usar armaduras com mais de sete acidentes, aparecem nomes equivalentes: F# e Gb, por exemplo, soam na mesma altura na guitarra temperada, mas têm funções e escritas diferentes.
Não confunda o mapa de tonalidades com uma escala: os vizinhos no círculo não são necessariamente notas vizinhas por semitom.
Próximo: Uma relação, dois sentidosG é a quinta de C. C é a quarta de G.
Conte as letras a partir de C: C, D, E, F, G. G ocupa a quinta posição. A partir de G: G, A, B, C. C ocupa a quarta.
Uma quinta justa tem sete semitons; uma quarta justa tem cinco. Juntas, completam os doze semitons de uma oitava. São intervalos complementares por inversão, não o mesmo intervalo ascendente.
Toque C na 3ª casa da corda A e G na 5ª casa da corda D: uma quinta acima. Agora toque G e o C na 5ª casa da corda G: uma quarta acima. Diga os nomes enquanto toca.
No círculo interativo, escolha uma nota e compare a 4ª e a 5ª mostradas ao lado.
Próximo: Sustenidos e bemóisA armadura cresce um acidente por vez.
A escala maior segue o padrão tom, tom, semitom, tom, tom, tom, semitom. Ao começar em outra nota, os acidentes preservam esse padrão.
C maior não tem acidentes. G maior precisa de F#. D maior mantém F# e acrescenta C#. A maior acrescenta G#. No sentido das quartas, F maior recebe Bb; Bb maior recebe também Eb.
Sustenidos: F# → C# → G# → D# → A# → E# → B#.
Bemóis: Bb → Eb → Ab → Db → Gb → Cb → Fb.
Cada escala usa uma vez cada letra. Por isso F# maior contém E#, e não F natural, embora as duas notas tenham a mesma altura na guitarra. A escrita revela o grau da escala.
Escolha C, G e D no círculo. Abra “Ver aplicação em acordes” e observe os acidentes. Depois compare C, F e Bb: o padrão cresce para o outro lado.
As mesmas notas, outro centro de gravidade.
A relativa menor começa no sexto grau da escala maior: C maior ↔ Am, G maior ↔ Em, A maior ↔ F#m. As duas tonalidades compartilham a armadura, mas não a mesma tônica.
C maior e A menor natural usam C, D, E, F, G, A e B. Uma frase que repousa em C pode parecer diferente da mesma coleção de notas organizada para resolver em A.
A menor é relativa de C maior. C menor é a paralela de C maior: tem a mesma tônica, mas outra armadura.
Na música em tom menor, o sétimo grau frequentemente é elevado para criar uma dominante maior. Em A menor, E ou E7 pode usar G#. A ferramenta mostra os acordes do tom maior e sua relativa natural; não substitui o estudo das escalas menores harmônica e melódica.
Próximo: O campo harmônicoTrês acordes já revelam muito do tom.
Harmonizando a escala maior em tríades, encontramos I, ii, iii, IV, V, vi e vii°. Maiúsculas indicam acordes maiores; minúsculas, menores; °, diminuto.
Em C: C, Dm, Em, F, G, Am e Bdim. I é a tônica, IV a subdominante e V a dominante. Em A, essa relação vira A, D e E.
IV e V são vizinhos da tônica no círculo e compartilham seis das sete notas da escala com ela. Isso ajuda a entender a proximidade entre tonalidades, mas não significa que qualquer acorde vizinho tenha a mesma função em toda música.
Faça A → D → E → A. Escute a saída e o retorno. Depois transpõe para C → F → G → C, mantendo os mesmos graus.
Troque o tom. Preserve a ideia.
Os graus descrevem relações. I → V → vi → IV em G resulta em G → D → Em → C. Em Bb, resulta em Bb → F → Gm → Eb. A estrutura permanece; os acordes mudam.
- IV → I: retorno plagal. Em C, F → C.
- V → I: resolução dominante–tônica. Em C, G → C. Com G7, a tensão ganha outra dimensão.
- ii → V → I: preparação, dominante e resolução. Em C, Dm → G → C; com sétimas, Dm7 → G7 → Cmaj7.
O exemplo da ferramenta usa acordes em tríades para deixar a relação clara. Na guitarra, experimente inversões e notas comuns para diminuir deslocamentos. O movimento das fundamentais não determina sozinho toda a condução das vozes.
Escolha um tom e toque I → V → vi → IV. Crie uma melodia de quatro notas. Transponha a progressão e a melodia juntas, preservando os graus.
Encontre a nota antes de buscar o shape.
Na afinação padrão, da corda grave para a aguda, temos E, A, D, G, B, E. Entre cordas vizinhas há quartas justas, exceto de G para B, onde há uma terça maior. Essa exceção desloca os desenhos em uma casa.
Um caminho de quartas próximo: C na corda A, casa 3 → F na corda D, casa 3 → Bb na corda G, casa 3 → Eb na corda B, casa 4. O ajuste na corda B não é um erro: vem da afinação.
Encontre cada tônica em duas cordas diferentes antes de montar um acorde. As posições das notas e os shapes são assuntos complementares: o círculo mostra relações harmônicas, não um desenho de acorde.
O ciclo ajuda a escolher para onde ir; o CAGED ajuda a localizar formas no instrumento. Em um futuro guia de tríades, exploraremos como as vozes desses acordes se conectam em pequenos shapes.
Escolha um tom. Veja as relações.
Toque em uma nota do círculo. Observe a tônica, a 4ª, a 5ª e a relativa menor. Para praticar com acordes, abra “Ver aplicação em acordes” e toque o exemplo na sua guitarra.
3 minutos: caminhe por quartas dizendo os nomes.
3 minutos: toque ii → V → I em três tons.
4 minutos: encontre as tônicas em duas cordas, monte acordes conhecidos e crie uma frase que resolva na tônica.
Para continuar estudando
Referência teórica: Open Music Theory — escalas maiores e ciclo das quintas. Texto e ferramenta desenvolvidos pela GuitarX.
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