
O guitarrista pernambucano Lúcio Maia contou como desenvolveu as ideias de seu segundo álbum solo em uma entrevista publicada em 3 de novembro pelo Tenho Mais Discos Que Amigos!. O disco, lançado anteriormente em 2026, mistura guitarra e texturas com referências que passam pela música e pelo cinema. A novidade aqui é a conversa sobre o processo criativo, não um novo lançamento do álbum.
O riff que abriu caminho
Maia relata que uma ideia antiga de Fetish Motel, guardada entre seus arquivos de jam sessions, serviu como ponto de partida. Ao desenvolvê-la, ele chegou ao termo dark funk e passou a moldar outras partes do trabalho a partir daquele clima. A psicodelia, diz o músico, aparece como parte de sua linguagem, construída ao longo dos discos que gravou.
Ouça Fetish Motel
Clipe de Fetish Motel, dirigido e produzido por Miwa Shimosakai, no canal oficial de Lúcio Maia.
A guitarra como narradora
Na entrevista, o músico relaciona a criação do álbum à experiência de compor uma trilha para a adaptação teatral do livro Escute as Feras. A intenção era sugerir imagens ao ouvinte: a guitarra assumiria um papel de narradora, enquanto outras camadas dariam sustentação à história. Para quem toca, é uma maneira de pensar arranjo além da alternância entre base e solo.
Uma relação longa com o instrumento
A entrevistadora menciona que Maia usou no disco uma guitarra que o acompanha há cerca de três décadas. Ele explica que, para ele, o músico dá vida ao instrumento e que o objetivo de uma composição é provocar alguma resposta de quem escuta. O relato valoriza a familiaridade com uma guitarra, sem transformar a escolha em receita para qualquer gravação.
Integrante histórico da Nação Zumbi, Maia participou da construção de uma linguagem que aproxima rock, ritmos pernambucanos, funk e experimentação. No trabalho solo, a entrevista apresenta como essas referências continuam presentes em novas escolhas de composição.
